Olá !

Este ano de 2013 desde janeiro o Instituto Sauver está trabalhando mais em prol da informação da comunidade. Agora estaremos atualizando o nosso site mais frequentemente.

Finalizamos 2012 comemorando as vitórias com nossos estágiários e parceiros!

 

Natal ao longo dos anos  natal 2012

Com a presença da diretoria - Susi, M. Inês, Denise, Lenoar, Acássia, Renata e de parceiros como a Professora Elleoni, Eng. Carlos (Equipenge), Renato (área de Marketing) e Dr. Gabriel (Prorad), além dos mais que competentes estagiários, Larissa, Darwin, Ariane e Eduardo. Não poderia faltar nosso mascote: Vlad (Lasiurus cinereus, que estava se recuperando de uma microcirurgia nos polegares). 

O ano de 2013 é importante para o Instituto Sauver, pois completamos 05 anos. Durante esse periodo muitas atividades foram realizadas e organizadas não apenas no estado do Rio Grande do Sul, mas no Brasil como um todo.

Simposios cursos palestras Congresso Brasileiro de Zoologia

 As atividades desenvolvidas entre 2008 a 2011 constam de workshops, simpósios, congressos, palestras, cursos com parceiros diversos: Drª Edna, Dr. laerte, Dr. Henrique (PR), Dr. Augustinho (PE), Drª Helena (SP), além de mestres e especialistas: Adriana, Renata, Soraya. Um grupo dinâmico e expert em suas áreas profissionais. São médicos veterinários, biólogos, bioquímicos.

 Durante 2012 e 2013 foram realizadas atividades no litoral, projetos, cursos, palestras, ações interativas e lúdicas de forma a atender um público variado. Foram trabalhados o meio ambiente, o controle integrado de pragas, os impactos ambientais, a importância dos morcegos, a fauna atropelada nos estados do RS, SC, PR, SP, MG, MT, RR, TO, BA. 

 Atropelados no RSAtropelados 1

Animais atropelados fazem parte do projeto de Ecoepidemiologia de Vertebrados na Estradas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Roraima. As figuras 1. estrada em Roraima; 2 a 4- tamanduá mirim, 5 e 7 cachorro do mato; 6 e 9 coletando amostras de tecido para avaliação de doenças. Colega e Amigo de Roraima James de Souza. No mosaico ao lado animais atropelados em SC e RS. 

 

Palestras cursos - com pareceiroscursos e palestras

Oficinas na área da Saúde participação em projetos ambientais

roraima  tocantins RoraimaTocantins

Nas fotos acima são apresentadas as diversas atividades de capacitação e de desmistificação que envolvem idades de 13 aos 70 anos, palestras para síndicos sobre controle de pragas, atividades de campo com os estagiários, em universidades, cursos tecnológicos, oficinas na área de saúde, reuniões do CONAMA, Projeto Biodiversidade e cursos em Boa Vista, RR e Palmas, TO. Participaram desses eventos Eduardo Caldas, James de Souza, Pedro Heber, Silene Rocha, Márcio Borges, Rosangela Santos, Miriam Sodré, Ivanete Kotait, Michel Lise, Ivam Teixeira, Sérgio Althoff, Marilin Gatelli.

Abaixo são mostradas atividades de campo em floresta e litoral com os estagiários do ISAUVER com mamíferos e aves: quirópteros, tuco-tucos, corujas buraqueiras.

Taquara campoTRAMANDAÍ - TUCO-TUCO E CORUJAS

 

Nas imagens abaixo, são mostradas algumas atividades realizadas no primeiro semestre de 2013 - palestras e ações lúdicas na Semana do Meio Ambiente, no município de Taquara, com mais de 120 crianças e com universitários da UNIPCS sobre mudanças climáticas e a sua relação com a saúde e a  biodiversidade. Participaram a Equipe Sauver: Eng. Sanit. Dr. Gabriel Souto, Maria Inês Bello, Susi Pacheco, Denise Mansur, Darwin Fagundes, Samara Arsego e Dalila Welter.

Ação Taquarense - universirtários UNIPACS Ação Taquarense 120 alunos  ensino fundamental28jun2012

 

O Isauver esteve presente no VII EBEQ, em Brasilia, com os amigos Adriana R da Rosa, Henrique Ortêncio Filho, Angélika Bredt, as representantes da ABEE - Associação Brasileira de Energia Eólica. 

 

EBEQ Brasilia 2013  VII EBEQ

 Acima, durante o VII EBEQ compartilhando momentos com Wilson Uieda, Rubén Barquez, Monica, Diaz, Laura Navarro, Adarene Motta, Marcos Santos, Hamilton Grillo, Rosane Marques, Adriana Rosa, Natalia Araujo, Shirley Silva, Ricardo Rocha, Ludmilla Aguiar. No centro todos os participantes!

 

brasilia e arte  Brasília também tem arte!

 

Um dos cursos mais importantes que participamos foi realizado pela M.Sc. Laura Navarro, do Programa de Conservação de Morcegos México, realizado com o apoio do PCMBrasil e da SBEQ. O curso teve ênfase na educação ambiental e desmistificação de morcegos.

alunos curso Laura Navarro

 

Ainda no primeiro semestre, tivemos duas capacitações: uma promovida pela Secretaria de Saúde do Estado do Paraná em Curitiba...

IMG 6027 Cópia editada

  

curso lacen Curitiba mai2013

Realiazado no Lacen-PR o grupo foi muito atento e demonstrou interesse na identificação dos morcegos! 

 

Em um curso maravilhoso com um professor muito 10, Pedro Heber, em Palmas e Jalapão, Tocantins... Morcegos, florestas, cascatas, cavernas....e uma diversidade linda!

Campo em Palmas TOcaverna -To

Momentos palmas Susi  D. Geralda

 Acima  momentos gratificantes, O entusiasmo da Turma do Pedro Heber, tanto na parte teórica como na prática em laboratório, e a dedicação de uma escola que tive o privilégio de conhecer a comandante, a Sra. Geralda, na qual trabalha crianças com altismo (como na foto), paralisia cerebral e outras síndromes ou deficiências. E observa-se que as crianças atingem o nível intelectual de crianças normais, e suas aulas são em séries normais. Um belo e lindo trabalho que tive oportunidade de conhecer. Parabéns  Professora Geralda!

Equipe que realizou a campanha de campo: Pedro Heber Ribeiro, Marcelino Benvindo de Souza, Caroline Marsol e Susi

nos em tocantis

 A partir do segundo semestre foram realizadas atividades em congressos internacionais, San José - Costa Rica, 16th International Bat Research Conference e XI Congresso de Ecologia do Brasil e I Congresso Internacional de Ecologia, em Porto Seguro, BA. Também, o Isauver participou do Dia do Biólogo junto de amigos do CRBio-3, Dia do Morcego, que no caso, conseguimos trabalhar a semana toda, e atividades de capacitação em SC, com o apoio do CIDASC, a importância das ONGs.

 San José - Costa Rica, 16th IBRC

brasileiros2 

Acima: Brasileiros junto com os participantes! Abaixo apresentado o trabalho na área de educação! E brasileiros   em Tirimbina e na sessão de posters!

Apresentação do trabalho no 16th IBRC Costa RicaCosta rica

 

 Encerrando o ano, tivemos mais palestras, cursos e participações em congressos - XI Congresso de Ecologia do Brasil (em Porto Seguro, BA) e o Dia do Morcego.

Apresentação Eco  Isauver na Praça

Porto Seguro com as companheiras de ISAUVER Renata Bassani e Fernanda D'Agostini. Na praça apresentando os morcegos para as crianças e a comunidade do Bairro Higienópolis e Boa Vista em Porto Alegre, com o apoio do colega Morcególogo Kleber Pinto, grande Kleber!!!!

 

 crianças sapiranga dia do morcego jovens no dia do morcego de Sapiranga

Fantástico grupo de alunis da Profª Ariane Porto que também nos auxilia no Instituto Sauver. O grupo dela de crianças tem "muita pegada" e querem fazer mais pelo meio ambiente e pela conservação da fauna e da flora!

 

dia morcego gestão  Dia do Morcego Gestao

Alunos da Colega Renata Bassani da Gestão Ambiental, adoraram os morcegos no dia 01 de outubro de 2013! Dia dos Morcegos no Brasil

Para finalizar as atividades, estamos organizando um curso Capacitação para ações de vigilância e identificação de morcegos em área urbana.

Abaixo a reprotagem do Márcio Luiz do G1 RS. Parabéns Márcio!!

 

04/12/2013 07h10 - Atualizado em 04/12/2013 07h10

 

'Morcegos são fundamentais para as cidades', diz pesquisadora do RS

Curso em Porto Alegre ensina práticas de manejo de morcegos urbanos.
Cercados por mitos, mamíferos não costumam ser tolerados nas cidades.

 

 

 

Márcio LuizDo G1 RS

 

 
 
 
 
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Morcegos Nossa Terra RS (Foto: Aline Brasil/Arquivo Pessoal)Bióloga Susi Pacheco exibe morcego com anomalia genética (Foto: Aline Brasil/Arquivo Pessoal)

Poucos animais são tão estigmatizados quanto os morcegos. Associados a doenças e cercados por mitos e preconceitos, esses mamíferos capazes de voar costumam despertar nas pessoas os mais variados sentimentos negativos, sobretudo nos ambientes urbanos. Estudos recentes, no entanto, mostram que a presença desses bichos nas grandes cidades tende a crescer cada vez mais e o melhor a fazer é aprender como conviver com eles.   

É isso que trará a Porto Alegre na próxima semana mais de 50 técnicos da área de saúde do Rio Grande do Sul e de outros estados. De 9 a 13 de dezembro, a capital gaúcha vai sediar o curso de Capacitação para Ações de Vigilância e Identificação de Morcegos em Área Urbana, oferecido pelo Ministério da Saúde e organizado pelo Instituto Sauver, uma ONG gaúcha que desenvolve projetos em várias áreas sobre quirópteros.

No curso, os participantes terão aulas teóricas e práticas sobre bioecologia, conservação, saúde, monitoramento e manejo adequado de morcegos. Entre outras coisas, aprenderão que, embora esses animas possam transmitir doenças como a raiva, eles também têm importância econômica e ecológica. Portanto, matá-los não é a melhor solução.

Colônia Morcegos Porto Alegre (Foto: Susi Pacheco/Arquivo Pessoal)Colônia de morcegos encontrada em construção de
Porto Alegre(Foto: Susi Pacheco/Arquivo Pessoal)

“Morcegos são considerados animais feios, nojentos, um saco de doenças. Para as pessoas em geral, morcego bom é morcego morto. Mas eles são fundamentais para que as cidades sejam sustentáveis e saudáveis”, defende a bióloga Susi Pacheco, doutora em zoologia e especialista em morcegos.

Segundo uma pesquisa publicada em 2010 por especialistas brasileiros nesses mamíferos voadores, pelo menos 47 espécies das 167 conhecidas no Brasil até então podiam ser encontradas em áreas urbanas do país. Forros de edificações, dutos de ventilação e tubulação de chaminés são alguns dos locais que servem de abrigo para os morcegos nas cidades.

Nesses ambientes, os bichos encontram condições de temperatura, umidade e luminosidade semelhantes a de cavernas, frestas em rochas ou copas de árvores, seu habitat natural. A degradação sistemática desses ambientes e a expansão desenfreada das cidades, aliás, foram o que levaram os morcegos para junto dos humanos, dizem os pesquisadores. Postes de iluminação, por exemplo, concentram um grande número de insetos e são atrativos para os morcegos que se alimentam deles.  

De acordo com Susi Pacheco, as pessoas não precisam ter medo ao encontrar um morcego, mas não é recomendável tentar manuseá-los, principalmente com a pele desprotegida. Também não é aconselhável usar veneno para espantar os animais, pois corre-se o risco de intoxicar humanos e outros animais. O ideal é pedir auxílio de especialistas nos centro de vigilância em saúde ou em secretarias e patrulhas ambientais.

“Quando há problemas com grandes colônias de morcegos, com muitos indivíduos, é necessário que pessoas que conhecem as espécies auxiliem. Porque cada espécie tem comportamento distinto e formas diferentes de deslocamento. Além disso, as espécies tendem a ser fiéis aos locais em que procuram abrigo”, diz a biológa.

Morcegos urbanos Porto Alegre (Foto: Rejane Dominguez/Arquivo Pessoal)Tadarida brasiliensis é uma das espécies mais
comuns de morcego encontrada em Porto Alegre
(Foto: Rejane Dominguez/Arquivo Pessoal)

Morcegos no Rio Grande do Sul
Do total de espécies de morcegos catalogadas no país, 40 ocorrem no Rio Grande do Sul, de acordo com o Instituto Sauver. Não há espécies endêmicas, isto é, que existem apenas no estado, mas algumas como a Anoura geoffroye a Carollia perspicillata são típicas do bioma Pampa e estão distribuídas em campos do estado, da Argentina e do Uruguai.

Ao contrário da crença popular, apenas três das mais de 1,1 mil espécies catalogadas em todo o mundo são hematófagas, ou seja, se alimentam de sangue. Um dos chamados “morcegos-vampiros”, o Desmodus rotundus, é o único deles que ocorre no estado, com ampla distribuição em todos os municípios. Mas ninguém precisa ficar preocupado a ponto de proteger mais o pescoço, garante Susi.

“No Rio Grande do Sul não há casos de ataque deste morcego a humanos. E os casos de raiva herbívora e urbana são bem controlados e estão dentro dos padrões exigidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS)”, explica a pesquisadora.

Os morcegos podem ser classificados de acordo com sua alimentação. Do total de espécies conhecidas no Rio Grande do Sul, além da hematófaga, 11 são nectarívoras-polinívoras (se alimentam do néctar e do pólen das plantas) ou frugívoras (frutos), uma é piscívora-insetívora (pequenos peixes e insetos) e 27 são exclusivamente insetívoras (comem apenas insetos, como mosquitos, aranhas, lacraias, escorpiões, entre outros).

Para os pesquisadores, o controle na população de insetos pode ser a maior contribuição dos morcegos para os ecossistemas, além de um possível benefício econômico nas plantações do estado. As espécies insetívoras são responsáveis por se alimentarem de lagartas que atacam culturas como o milho, a soja e o tabaco, além de mariposas, besouros e outras pragas agrícolas. Nas áreas urbanas, eles alimentam-se de mosquitos (inclusive da dengue), cupins, baratas, traças e aranhas. 

Em Porto Alegre, há quatro espécies mais comuns: Tadarida brasiliensisMolossus molossus,Molossus rufus (insetívoras) e Artibeus lituratus (frugívora). Essa última espécie, diz Susi, costuma assustar as pessoas por causa de seus voos rasantes e em bandos, que causam a sensação de uma perseguição antes do ataque.

Em 2010, a equipe do Programa de Monitoramento de Quirópteros do Rio Grande do Sul – formada por Susi Pacheco e as também biólogas Aline Brasil e Soraya Ribeiro, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) – descobriu na capital gaúcha um colônia de morcegos com cerca de 6 mil indivíduos da espécie Tadarida brasiliensis, alguns deles com leucismo, uma anomalia genética semelhante ao albinismo, mas com outras características.